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Mas afinal, será que a transmissão Honda DCT vale mesmo a pena?

Moto / Mecânica - 18/02/2021
Mas afinal, será que a transmissão Honda DCT vale mesmo a pena?

Com a apresentação da nova CRF1100l AfricaTwin, tem se falado bastante sobre a transmissão Honda DCT.

Em 2016, logo que saiu a nova geração da AfricaTwin (CRF1000l) eu comprei uma em Londres. Cheguei a ficar na dúvida entre a Manual e a DCT. Por um certo conservadorismo de minha parte, peguei a versão Manual.

Com o tempo, tive a oportunidade de rodar várias vezes com a versão DCT e com isso entendi melhor as possibilidades do DCT na prática. Percebi então que poderia ter feito outra escolha.

Ao final de 2020, também em Londres, troquei por uma CRF1100l Adventure Sports com transmissão DCT. Lindona! Desta vez acertei em cheio, a moto é realmente incrível! Vamos então entender . . .

A sigla “DCT” vem de “Dual Clutch Transmission” em inglês (ou “Transmissão de Embreagem Dupla”). No DCT há uma embreagem para cada eixo da caixa de transmissão. Uma para as marchas pares (2, 4, 6) e a outra para as impares (1, 3, 5). Assim, a embreagem do eixo que não está sendo usado fica em modo de pré-seleção para a próxima troca. A consequência imediata é que as trocas se fazem de forma muito mais rápidas. Além disso, quase não há perda de potência na troca como acontece em um sistema convencional.

A tecnologia de embreagem dupla nasceu nos carros de alto-desempenho (por exemplo Porsche, Ferrari ou Honda NSX) em busca de esportividade! O conforto é um ganho paralelo.

Quando se está em uma das opções do modo dito “Automático” (“Drive” ou 3 níveis de “Sport”), a inteligência do sistema leva em conta parâmetros de velocidade, aceleração, rotação, frenagem, inclinação e outros tantos para decidir qual marcha acionar.

Quando se está no modo “Manual” é o piloto, através das paletas de acionamento (+ ou -), que define qual será a próxima marcha.

No punho esquerdo ficam as paletas para acionamento Manual (+ ou -). Do lado direito a seleção de Automático/Manual e os modos do Automático (D/S1/S2/S3).

Vale lembrar que o piloto está no comando o tempo todo. Mesmo em modo Automático, é possível trocar as marchas manualmente através das paletas a qualquer momento.

Imagine que você está rodando no Automático e você queira dar uma puxada mais forte para fazer uma ultrapassagem agressiva, basta acionar manualmente a paleta para reduzir de marcha e pronto. Simples assim. Automático sim, mas sob comando do piloto, quando e como ele quiser.

Em solo instável (terra, graveto, areia, etc..), é importante manter a moto sempre bem tracionada. No DCT da AfricaTwin existe um botão “G” justamente para ampliar a tração na roda.

Mas afinal, vale a pena? Na prática, o DCT é mais prazer em pilotar, mais esportividade e mais conforto. Sem nenhuma dúvida, vale e muito!

Quem tiver a oportunidade de testar essa tecnologia e todo seu potencial, provavelmente vai concordar comigo na última escolha que fiz.

Se quiser saber como foi nossa experiência com minha CRF1100l AfricaTwin Adventure Sports com transmissão DCT por 3.000 Km pelo topo da Europa, clique aqui.

Texto e Fotos: Marcelo Leite

Marcelo Leite
Marcelo Leite

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